sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Rêgo: “Enquanto Fátima promove festas, pessoas estão tendo que amputar o pé”

 

“Pessoas estão tendo que amputar um dedo do pé, acaba amputando o pé, a perna toda, a coxa e até sofre graves riscos de infecções generalizadas, septicemias e óbitos”. Foi com essas palavras que o deputado estadual Getúlio Rêgo (DEM), subiu o tom e fez graves denúncias sobre o governo Fátima Bezerra (PT), no plenário da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

 Essas declarações do deputado são frutos de uma cobrança feita em uma das reuniões da Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa, em que estava presente Cipriano Maia secretário de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) e, na oportunidade, os parlamentares fizeram um alerta ao secretário sobre o represamento da fila da regulação nos hospitais estaduais.

 Segundo Getúlio Rêgo: “A mesma forma [acontece] com a fila das cirurgias de traumas e fraturas. Os hospitais do Estado continuam recebendo as pessoas que têm necessidade de fazer um procedimento cirúrgico mais complexo, que deveriam ser enviadas para o hospital de Parnamirim Deoclécio Marques, mas não, essas pessoas são recomendadas a voltar para casa, sem ter nenhuma perspectiva definida a curto prazo de quando terá o atendimento para realizar a sua cirurgia”, denunciou.

 Enquanto isso, de acordo com o deputado Getúlio: “O governo [de Fátima Bezerra] promove festas, alardeia ações administrativas e pontuais, como se fossem um feito importante. Anuncia para a população do Rio Grande do Norte a implantação de obras com investimentos em um total de R$ 500 milhões de reais, mas está faltando providência do governo estadual para a liberação de recursos para zerar a fila dos procedimentos que são considerados emergenciais. Tem dinheiro para anunciar com polpa ações no setor de infraestrutura, que a gente não ver se completar, não há uma só obra desse governo que tenha significação social importante para mostrar, inclusive já no terceiro ano de mandato”, cobrou.

 Segundo o deputado estadual: “Como a Comissão [de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte] solicitou informações de como está a situação da fila de regulação e que nunca foi respondida, fizemos um apelo através das redes sociais do nosso gabinete, para buscar essas informações junto às secretarias municipais de saúde do Estado e apenas alguns municípios nos responderam. Só para se ter uma ideia da gravidade, um único município, que é Macaíba, tem represado na fila da regulação da cirurgia vascular quase 200 pacientes”.