sexta-feira, 21 de junho de 2024

Circo Americano vai ao Hospital Varela Santiago

 


 O Circo Americano levou alegria e sorrisos aos pacientes do Hospital Infantil Varela Santiago nesta quinta-feira (20), com algumas atrações que são apresentadas pela companhia desde que chegou a Natal no dia 30 de maio. Entre palhaços, malabaristas, equilibristas, freestyle motocross e o globo da morte com 6 motos, a quipe tem mais de 200 profissionais.

 “É muito gratificante levar nosso trabalho a essas crianças que, infelizmente, não podem ir ao circo neste momento. Por isso, fazemos questão de trazer o espetáculo até elas”, conta o diretor do circo, Robert Stevanovich.

A iniciativa proporcionou aos pacientes momentos de descontração e lazer, retirando-os temporariamente de suas rotinas de exames e tratamentos. “Apesar da importância das doações materiais e financeiras, nossos pacientes carecem muito de tempo de qualidade. Portanto, é necessário destacar a importância da doação desse tempo, dessa distração que as crianças receberam hoje”, diz a médica Silvana Braga.

 O Hospital Infantil Varela Santiago é uma instituição filantrópica que atende pela rede SUS, sendo referência no tratamento oncológico e neurológico pediátrico no estado. Voltado para pacientes de 0 a 14 anos, a unidade tem 110 leitos, sendo 10 de UTI Pediátrica e 10 de UTI Neonatal. Atualmente, há 82 pacientes, o que é considerado alta ocupação.

 “Mães relataram que, no início do dia as crianças se diziam desanimadas, até saberem que as atrações viriam aqui. Sabemos da importância do aspecto emocional para a eficiência do tratamento”, destaca a pediatra Silvana.

“Passamos muito tempo aqui e ter esse tipo de ação é bom para a criança se sentir valorizada e reconhecida”, diz Francisca Tailane, mãe de uma paciente.

Barulho de fogos aumenta risco de animais adoecerem

 


No período das festividades juninas, os fogos de artifício de uso recreativo se tornam frequentes pela cidade, tornando os espaços comuns e residenciais alvos dos fortes sons emitidos por eles. A questão acaba tomando proporções ainda maiores por afetar aqueles que não são capazes de se defender dos sons: os animais domésticos. Contudo, há cuidados que podem ser tomados para reduzir o dano aos cachorros, gatos e outros bichos, de forma a prevenir o adoecimento deles por essa razão.

  A audição aguçada é o principal motivo do forte impacto que os sons dos explosivos causam nos animais, podendo gerar neles fortes episódios de estresse, com sintomas que vão desde vômitos, aumento de temperatura e dos batimentos cardíacos, gerando até convulsões. Com a explosão de fogos, comuns nas festividades de São João, acontecem mais fugas de animais, que se desesperam e procuram ficar longe do barulho. Além disso, o número de animais doentes também aumenta.

 “Enquanto nós ouvimos 20 Hertz, os animais ouvem cerca de 40 Hertz, o dobro da nossa audição, então o impacto sonoro para eles sempre é significativamente maior”, explica o veterinário Marcos Reis. Ele também destaca que os impactos e sintomas primários que os animais sofrem com os estampidos podem se estender a danos e doenças crônicas. “Os animais podem ter convulsões com danos permanentes, desenvolver epilepsia, infecções nos canais auditivos e diversos tipos de danos neurológicos”, relata o médico de animais.

 Como forma de prevenir os danos causados pelo barulho repentino e excessivo, uma das medidas possíveis é controlar o ambiente em que o animal está, proporcionando conforto durante o período e mantendo próximo ao pet, objetos e brinquedos que fazem com que se sentam seguros. “É recomendado que não deixe o animal sozinho durante os momentos em que os fogos acontecem, sendo indicado também colocar outros tipos de sons no ambiente em que ele está, além de bolinhas de algodão nos canais auditivos dos animais, como forma de tentar isolá-los dos sons dos explosivos”, sugere Reis.

 Como os impactos dos sons afetam os animais também psicologicamente, outras medidas de proteção sugeridas para o incluem o comportamento dos tutores em resposta ao inconveniente. O veterinário destaca a importância de manter uma atitude positiva após os sons, estimulando o sentimento de segurança ao animal também com reforço através de petiscos e gestos carinhosos.

 Associada aos fogos, Marcos Reis diz que recebe mais animais doentes nesse período junino por causa do estresse provocados por explosões. “Durante os meses de maior frequência de fogos de artifício, aumenta o número de animais doentes que chegam à clínica, com altos indícios de estresse e distúrbios psicológicos. Como reflexo, os animais apresentam tendência à automutilação, lambendo-se excessivamente e causando mutilações nas patas e caudas”, conta o veterinário.

Preços de comidas típicas de festa junina estão em alta

 


 O mês de junho tem um sabor especial na alimentação do nordestino. Como protagonistas, surgem a canjica, pamonha, arroz doce e a maçã do amor, no entanto, os insumos envolvidos na produção desses pratos tradicionais registraram um peso maior no bolso do consumidor. De acordo com um levantamento publicado pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), os preços dos ingredientes para o preparo dos principais quitutes juninos aumentaram, em média, 5,74% na comparação do mesmo período de 2023 a 2024. O percentual é maior do que a inflação que, segundo medição do IPC-S, foi de 3,28%.

 Para o levantamento, foram considerados 27 itens. No topo de tabelas de aumento, está a batata-inglesa, com 60,66%, seguido do arroz (23,42%), maçã (21,72%), batata doce (11,59%). Já outros alimentos importantes para a festa junina tiveram recuo, como a farinha de trigo (-15,47%), leite condensado (-13,98%), fubá de milho (-2,86) e ovos (-6,52%).

 Em Natal, os consumidores afirmam que os dados da pesquisa refletem o que encontram nos supermercados. Cléber Góis, de 43 anos, faz compras frequentemente para abastecer a residência e com a chegada do mês de junho, aumentou o consumo de comidas juninas. Ao realizar compras em um supermercado em Nova Descoberta, mesmo em um dia de ofertas de frutas e verduras, ele constata que ainda sim precisa desembolsar mais dinheiro do que em 2023 durante o São João.

 “Temos que escolher melhor e gastar de uma forma mais eficiente. Carne e queijo aumentaram o preço. Maça, banana e melão também sentimos mais caro”, relata. Para tentar driblar os altos preços, Cléber conta que a esposa ajuda na busca pelos melhores preços em supermercados da região através das redes sociais e assim consegue ir fazendo pequenas economias durante as compras.

 Essa percepção também é constatada por quem costuma adquirir esses insumos e vender os quitutes. Maria Alba, de 71 anos, conhecida pelos clientes fiéis por Irmã Alba, monta uma mesa de comidas típicas na Rua Djalma Maranhão, em Nova Descoberta, há pelo menos 10 anos. Para 2024, ela precisou repassar o aumento para os consumidores. Os milhos que eram vendidos por R$ 2,50 no ano passado, chegaram a R$ 3,00, uma diferença de R$ 0,50. Além do milho cozido e assado, ela também comercializa arroz doce e pamonha.

 “O gasto aumentou. Tem o milho, tem o carvão e também tem o meu trabalho. As espigas que eu compro são as melhores, então precisei fazer um aumento em cada produto”, explica. Compondo também o preparo do arroz doce, o açúcar cristal registrou um aumento de 7,82%, segundo a pesquisa da FGV IBRE.

 Entre outros alimentos que registraram um acréscimo de 2023 para 2024 durante o período junino está a cerveja, consumida em muitas festividades, com 5,19%. Em Natal, na Feira do Milho, de acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf), a “mão do milho”, que equivale a 50 unidades do produto, está custando R$ 40,00.