Brasil perde mais de 6,2 mil voos em dois meses após disparada do querosene de aviação, segundo dados da Anac
A disparada do preço do querosene de aviação (QAV), provocada pelos conflitos no Oriente Médio, levou as companhias aéreas a cancelar mais de 6,2 mil voos no Brasil entre maio e junho, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Foram retirados da programação 3.596 voos em maio e outros 2.675 em junho, totalizando 6.271 operações canceladas. O combustível representa cerca de 45% dos custos das empresas aéreas e chegou a registrar alta de 98,4% entre fevereiro e maio, passando de R$ 3,35 para R$ 6,65 por litro.
A Gol foi a companhia que mais reduziu operações, com 3.041 voos cortados nos dois meses. A Azul aparece em seguida, com 2.216 cancelamentos. Juntas, as duas empresas respondem por mais de 86% da redução da malha aérea.
São Paulo lidera as perdas em números absolutos, com 844 voos cancelados em maio, seguido pelo Rio de Janeiro, com 514. Pernambuco registrou a maior queda proporcional, com redução de 12,8% na oferta de voos.
Além da redução de destinos, os passageiros também sentiram o impacto no bolso. Em março, o preço médio das passagens aéreas subiu 17,8% na comparação com o mesmo mês de 2025.
Nesta segunda-feira (1º), a Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço do querosene de aviação, medida que pode aliviar parte da pressão sobre os custos das companhias e ajudar a conter novos reajustes nas tarifas.
Fonte: Blog do BG
Foto: Reprodução/Aeroin
