quarta-feira, 15 de julho de 2026

Agentes Comunitários de Saúde de Natal recebem qualificação sobre estratificação de risco familiar

Postado em 15 de julho de 2026
Política

Nesta terça-feira (14), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Natal, por meio do Departamento de Atenção Básica (DAB), realizou a oficina de Estratificação de Risco Familiar para Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do município. O momento reuniu os profissionais com o intuito de qualificá-los para a classificação das famílias por grau de vulnerabilidade, permitindo que as equipes planejem ações mais adequadas, com prioridade, equidade e cuidado direcionado às famílias.

A estratificação de risco familiar é uma ferramenta utilizada na organização das atividades da Atenção Primária à Saúde (APS), ajudando na identificação de indivíduos, famílias ou grupos que apresentam maiores necessidades de acompanhamento, de acordo com características sociais, econômicas, clínicas e epidemiológicas.

Danielle Karine, coordenadora dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da SMS Natal, explica que a metodologia auxilia na identificação dessas famílias mais vulneráveis, proporcionando um acompanhamento mais frequente e o desenvolvimento de ações prioritárias, organizando o cuidado de forma mais eficiente.

“Essa estratificação é importante para a APS porque, com ela, as equipes conseguem identificar as necessidades reais da família, não somente relacionadas às condições de saúde, mas também a outros fatores, como os condicionantes sociais e as condições de moradia. Dessa forma, as unidades de saúde conseguem atender os pacientes com mais equidade”, explica.

Durante as visitas, os agentes irão utilizar a Escala de Coelho e Savassi, um questionário com diferentes perguntas que serão feitas às famílias, avaliando-as de acordo com os graus de vulnerabilidade observados (baixo, médio ou máximo). O sistema atribui pontos levando em consideração fatores como condições de saúde dos membros da família, presença de doenças crônicas, vulnerabilidades sociais e econômicas, condições de moradia e saneamento, apoio familiar e rede social, além de situações de violência, dependência ou outras fragilidades.

A coordenadora conta que os agentes são o elo entre a comunidade e os serviços de saúde e que, como os profissionais percorrem os territórios, essa capacitação visa fortalecer ainda mais o papel deles no cuidado às famílias.

“São os agentes que conhecem as histórias das famílias, identificam suas necessidades, percebem mudanças no cotidiano e contribuem para que o cuidado seja realizado de forma mais próxima, humanizada e resolutiva. Por isso, a importância da atuação desses profissionais”, disse.

A oficina proporcionou também um momento de troca de experiências entre os profissionais, trazendo discussões sobre situações vivenciadas no território e aprimorando as estratégias para qualificar o acompanhamento realizado no dia a dia.