Natal lidera empregos no RN em 2025 enquanto Mossoró amarga a última posição
O ano de 2025 encerrou com um cenário de desigualdade na geração de empregos formais no Rio Grande do Norte. De acordo com os dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), reunidos pela plataforma GovFácil, o mercado de trabalho potiguar apresentou um desempenho desigual entre as principais regiões.
Enquanto Natal se consolidou como a locomotiva econômica do estado, Mossoró enfrentou dificuldades e terminou o ano com saldo negativo.
Cidades que mais geraram empregos
A capital potiguar liderou o ranking com folga, registrando a criação de 7.108 novos postos de trabalho. O crescimento de Natal reflete a retomada de setores estratégicos e a concentração de serviços na Região Metropolitana. Confira as cinco cidades que mais contrataram:
- Natal: 7.108 vagas;
- Parnamirim: 2.167 vagas;
- São Gonçalo do Amarante: 1.800 vagas;
- Macaíba: 1.070 vagas;
- Extremoz: 535 vagas.
O desempenho reforça o crescimento do eixo da Grande Natal, que dominou as quatro primeiras posições do ranking estadual, impulsionado pela infraestrutura logística e expansão imobiliária.
Crise no interior
Ao contrário da capital, Mossoró, a segunda maior cidade do estado, apresentou o desempenho mais preocupante de 2025. O município encerrou o ano na última colocação entre os 167 analisados, com um saldo negativo de -1.393 empregos.
A queda sinaliza desafios em setores tradicionais da economia mossoroense, como a extração mineral ou o agronegócio, que historicamente sustentam o emprego na região Oeste.
O levantamento do GovFácil utiliza os dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego para traçar o mapa da empregabilidade potiguar, servindo como termômetro para as políticas públicas de desenvolvimento econômico em 2026.
O que é o CAGED?
O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) é um dos principais termômetros do mercado de trabalho brasileiro. Com atualizações mensais, o sistema monitora o fluxo de admissões e demissões de trabalhadores sob o regime CLT.
Criado originalmente como uma ferramenta de fiscalização e combate ao desemprego, o cadastro evoluiu ao longo das décadas: desde 1986, serve como base para o pagamento do seguro-desemprego e, atualmente, é peça-chave em políticas de reciclagem profissional e estratégias para a recolocação de trabalhadores no mercado de trabalho.
Fonte: Bnews Natal
Foto: Reprodução/Bnews Natal
