Walter renuncia e Dr. Bernardo pode ser o próximo governador
O vice-governador Walter Alves (MDB) já tomou sua decisão: não assumirá o governo do RN para que Fátima Bezerra, atual gestora, possa sair candidata pelo PT ao Senado. O anúncio será feito na próxima semana. Waltinho será candidato a deputado estadual em 2026.
O rombo nas contas do Governo Fátima foi a razão da decisão do vice-governador. Com fornecedores atrasados, 13 salário dos servidores que ainda não foi pago e novas dívidas com reajustes concedidos para pagamentos a partir deste ano, o desequilíbrio nas contas do governo só aumenta.
A gota d’água para a decisão foi a recente nomeação de mais de 1.600 novos professores que já entram na folha ganhando o piso nacional. “Fátima entrou no modo eleitoreiro. Não há mais compromisso com o Estado e sim preocupação com a a eleição”, avaliou uma fonte bem próxima.
Governador tampão?
Com a decisão de Walter, o problema agora é saber quem assume a batata quente. A própria Fátima estaria disposta a terminar o seu mandato, abrindo mão de disputar o Senado? Difícil! O PT já sinalizou que a candidatura dela é prioridade. Mas a situação também não quer entregar o tal “legado” nas mãos de qualquer um.
Alguns nomes já surgiram como opções. Cadu Xavier foi lançado pelos petistas. Não emplacou e nem agradou ninguém, a não ser seus próprios correligionários.
Pelo lado da oposição surgiu o nome do deputado José Dias (PL). “Presente que jovem não quer, passa para o velho. Não tenho nenhum interesse” descartou o parlamentar.
Mas dentro da Assembleia há quem aceite o desafio. Fontes garantem que Vivaldo Costa e Dr. Bernardo estão na disputa. Um já foi governador, outro sonha em
colocar sua foto na galeria dos chefes de executivo.
Uma coisa é certa: os dois nomes são ligados ao governo o que garante mais tranquilidade à Fátima Bezerra em pleno ano eleitoral. E também são da Assembleia, o que atenderia interesses dos próprios colegas parlamentares.
Resta saber se a oposição terá nomes para jogar o balde de água fria nessa articulação da manutenção do poder nas mãos da situação até o próximo pleito.
