Zenaide Maia defende punição mais dura para agressores e emprego para mulheres vítimas de violência
A senadora Zenaide Maia destacou, em entrevista ao portal BNews RN, projetos do seu mandato voltados para a redução da fila do INSS, igualdade salarial entre homens e mulheres e combate à violência doméstica. Médica de formação, a parlamentar afirmou que o país ainda enfrenta desafios graves tanto na proteção social quanto nos direitos das mulheres.
Ao comentar o aumento da fila de espera do INSS, Zenaide lembrou que foi relatora de propostas para reduzir a burocracia enfrentada por pessoas com doenças permanentes e incapacitantes.
“Quem procura a fila da Previdência é porque precisa daquilo”, afirmou a senadora, destacando que pacientes com doenças sem cura não deveriam ser obrigados a passar constantemente por novas perícias médicas.
A parlamentar relembrou ainda a atuação ao lado do ex-senador Major Olímpio em defesa de pacientes com HIV/AIDS, criticando a exigência de exames frequentes para comprovação de uma condição já diagnosticada.
Igualdade salarial e violência contra a mulher
Durante a entrevista, Zenaide também falou sobre a relatoria do projeto que reforça a igualdade salarial entre homens e mulheres. Segundo ela, apesar da garantia constitucional, a diferença salarial ainda é uma realidade no país.
“É triste a gente estar em pleno século XXI lutando para mulheres que desempenham a mesma profissão receberem salários menores”, declarou.
A senadora afirmou que a aprovação do projeto enfrentou resistência dentro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas classificou a medida como um avanço importante para ampliar os mecanismos de fiscalização e punição.
Zenaide também fez um discurso contundente sobre a violência contra a mulher e defendeu o fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção feminina.
“Uma mulher é assassinada pelo fato de ser mulher a cada cinco horas. Isso é muito louco”, afirmou.
Ela cobrou ampliação das Casas da Mulher Brasileira, fortalecimento das delegacias especializadas, expansão da Patrulha Maria da Penha e inclusão da Lei Maria da Penha no currículo escolar como forma de combater o machismo estrutural desde a educação básica.
Projeto prevê vagas para vítimas de violência
A senadora revelou ainda que possui um projeto de lei parado na Câmara Federal há quase um ano prevendo que empresas terceirizadas contratadas pelo governo federal reservem pelo menos 5% das vagas para mulheres vítimas de violência doméstica.
Segundo Zenaide, a proposta busca garantir independência financeira para mulheres que muitas vezes permanecem em relacionamentos abusivos por falta de condições econômicas.
“Sem empoderamento das mulheres, nós vamos enxugar gelo”, declarou.
A parlamentar relatou experiências vividas durante sua atuação como médica, quando atendia mulheres agredidas em plantões hospitalares e ouvia relatos de vítimas que temiam denunciar os companheiros por não terem para onde ir ou como sustentar os filhos.
Veja entrevista completa:
